Cinema, memória e política

Mediação: Gabriel Araújo

“Eu não abdicaria do que considero urgente, que é a sobrevivência do cinema brasileiro”*, respondeu Cristina Amaral ao recusar o convite para fazer parte da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (entidade hollywoodiana que premia os filmes que participam do Oscar). Uma das mais importantes montadoras da cinematografia nacional, Cristina participou de filmes de realizadores e realizadoras como Carlos Reichenbach, Edgard Navarro, Andrea Tonacci, Adirley Queiroz, Raquel Gerber, Djin Sganzerla, Thiago Mendonça e Jo Serfaty. Com um posicionamento sempre crítico e preciso diante das injustiças estruturais que marcam nossa sociedade – como o racismo e a violência contra os povos indígenas – , para  Cristina  “o cinema é a representação visual de uma cultura, de um país, e, se tratado a sério, promove autoconhecimento e resistência”*. Nessa conversa, mediada pelo curador Gabriel Araújo, propomos pensar as relações entre “Cinema, Memória e Política no Brasil” em suas  dimensões históricas e contemporâneas. 

*Trechos retirados da matéria “Ela disse não” de Carlos Adriano para a revista Piauí de setembro de 2020.

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